terça-feira, 16 de janeiro de 2018

UBE 60 ANOS




 A União Brasileira dos Escritores de Pernambuco UBE, foi fundada em 17 de janeiro de 1958, nas dependências de  O Gráfico Amador, no Recife em decorrência de uma campanha liderada pelo escritor Paulo Cavalcanti, que se tornou seu primeiro presidente. A UBE foi produto da transformação da Associação Brasileira de Escritores  ABDE, entidade criada em 1945,com seccionais em São Paulo,Rio de Janeiro e Pernambuco.
Abelardo da Hora, o poeta e artista plástico,criador do atelier Arte Moderna e do ambiente que propiciou a geração de movimentos como o Movimento de Cultura Popular e  Teatro Popular do Nordeste, foi presidente da ABDE, que contou com a participação de Paulo Cavalcanti, Carlos Pena Filho, Parmínio Asfora, Maurílio Bruno e Clóvis Melo.
A ABDE sofreu cisão em 1950, o que levou Paulo Cavalcanti a criar a UBE, e assim recompor a unidade fragmentada dos escritores. Surgindo com a denominação “União”. 
Carlos Pena Filho foi aclamado presidente da Assembleia Geral e organizou os eventos que constituíram a primeira Diretoria eleita: Paulo Cavalcanti  presidente, Carlos Moreira  1º vice, Cesário de Melo  2º vice, Mauro Almeida  1º secretário, José Gonçalves de Oliveira  2º secretário, e Edmir Domingues  tesoureiro.
Suas atividades foram suspensas durante o período da Ditadura de 1964.Em 1984, uma grande campanha liderada pelo grande  escritor  Paulo Cavalcanti, a UBE ressurge novamente com força novamente.A sede foi uma sala no Espaço Pasárgada, na Rua da União.Recebeu, inicialmente em comodato, da Prefeitura do Recife, na gestão do prefeito Gilberto Marques Paulo, que sancionou a Lei 15.740/92, um casarão na rua de Santana, 202, Casa Forte, onde instalou sua sede própria, a Casa do Escritor Pernambucano, e que, agora, passa pelo processo final da doação, autorizada pela Lei 16.631/2000 de autoria do então vereador Admaldo Matos e sancionada pelo prefeito Roberto Magalhães.
Atualmente,a UBE tem como seu Presidente o escritor Alexandre Santos ,que vem desenvolvendo um maravilhoso trabalho de articulação literária,sempre buscando a valorização dos escritores.Em 2017 a UBE realizou uma grande campanha de expansão nacional,com a criação de secções estaduais e núcleos municipais.
Me sinto feliz por estar à frente de um núcleo da UBE,nele tenho a possibilidade de aprender cada vez mais e também o privilegio  de descobrir grandes talentos.Festejamos com grande alegria 60 anos de uma instituição tão grandiosa ,que sempre buscou oportunizar através da literatura.


                                                                                                Jose Renato Siqueira   



Postado por:Jose Renato da Silva Siqueira                                                                                                                                                                  

sábado, 23 de dezembro de 2017

Encerramento do Ano Literário UBE/Garanhuns



No dia 21 de dezembro, foi realizado no auditório do CDL Garanhuns a solenidade de encerramento do ano literário da UBE- União Brasileira de Escritores.A solenidade foi presidida pelo escritor Renato Siqueira , que na oportunidade ,apresentou um slide com a participação da UBE  em  eventos literários.A exemplo do estado de Alagoas ,onde a UBE participou de  quatro eventos importantes, como por exemplo: A Flimar, Flipontal, Bienal e II Portugal em Cena,comprovando o potencial dos escritores locais.E notório que a UBE realiza um grande trabalho de articulação literária criando espaços,oportunizando e valorizando os escritores locais,o município de Garanhuns vem sendo elevado no âmbito cultural ,desde a fundação do núcleo em nosso município.O segundo ponto que marcou a solenidade foi uma homenagem concedida ao escritor Ronaldo Cesar,que  ocupa a função de vice-presidente do núcleo e o cargo de diretor de intercambio da executiva nacional na UBE.Quando a professora Maria Almeida começou a proferir seu discurso,Ronaldo não conteve a emoção ,acompanhado da sua esposa e seus dois filhos que vivenciaram um momento majestoso com muito carinho e reconhecimento.Ronaldo Cesar e o compositor de uma das canções que compõe o CD da FLIPO 2017 .O escritor Raimundo Carrero,Alberico Fernandes,Cosme Rogério,Natanael Vasconcelos e Ronaldo Cesar,foram agraciados com o Botton Quarta as Quatro 500º, Tal dístico é hoje usado pelos que fazem a história literária no Estado de Pernambuco, onde as letras nacionais tiveram início a quase meio milênio.
O núcleo encerra suas atividades literárias de 2017 ,apresentando o lançamento do selo comemorativo do primeiro Aniversario da UBE em Garanhuns,em parceria com os correios. A tela foi doada pelo  artista plástico Wando Pontes,que simboliza a arte literária e os pontos turísticos de nossa cidade.

Prestigiaram a solenidade representantes do Instituto histórico de Garanhuns,Academia de letras de Garanhuns,Editora Babeco, Lions club, Maçons e personalidades da sociedade local.
 Postado´por:José Renato Siqueira/foto Jornal Dac

PADRE ÉMERSON LANÇA LIVRO NO COLÉGIO DIOCESANO


Foi um sucesso o lançamento do livro “Coisas que a Noite nos faz Pensar”, de autoria do padre José Émerson.

A obra foi lançada na quadra do Colégio Diocesano de Garanhuns, com a presença de professores, estudantes, religiosos e intelectuais da cidade e região.

O professor, poeta e teatrólogo Carlos Janduy atuou como mestre de cerimônias, com a simplicidade e talento que o caracterizam.

Padre Carlos André pronunciou algumas palavras, enfatizando o talento de Émerson como religioso e literato, capaz de refletir o mundo com um olhar de intelectual cristão.

De Capoeiras, onde Pe. Émerson hoje também atua como Vigário Paroquial, estiveram presentes Roberto Noronha, Coordenador Diocesano da Renovação Carismática Católica, Ranaíse e Júnior Almeida, este representando este blog.


Padre Émerson começou a escrever crônicas e pensamentos sem pretensões literárias, mas diante da qualidade do seu trabalho foi incentivado pelos amigos – como o professor Janduy e Pe. Carlos – a publicar o livro que agora está acessível a todos.

"Coisas que a Noite nos faz Pensar" traz uma mensagem otimista, procura elevar a auto estima do leitor, alimentando a fé e a esperança, diante de um mundo que anda com os valores cada vez mais invertidos.

Fonte:Blog de Roberto Almeida

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

LUZINETTE LAPORTE - A MULHER MÚLTIPLA



Conheci a professora Luzinete Laporte como aluno.

Tinha eu 15 anos de idade e estudava no Colégio Diocesano.  Menino pobre e tímido fazia a 1ª série do antigo ginasial. Na verdade, já a conhecia, pois, meu pai, que também tinha sido aluno dela, sempre ressaltava as suas características. Mulher bonita, culta e de um conhecimento ímpar. Pois bem, naquele março de 1974 (naquela época as aulas começavam em março) estava eu na sala de aula quando entrou a professora Luzinete Laporte de Carvalho. Alta, magra e de uma postura diferenciada. Eu estava preparado, pois tinha sido aluno de Levino Epaminondas de França, mas confesso tremi nas bases pois estava diante de um ícone da educação de Garanhuns.

O tempo, senhor da razão, me mostrou nos três anos seguintes que fui um privilegiado, estudei português e, no último, em função da saída do padre Tarcísio, ela ainda nos ensinava religião. Viajei na imaginação de um jovem pelas imagens que ela nos criava.  A França, com seu charme, eu conhecia assim como a frieza londrina. Nunca tinha ido, mas viajei na beleza das aulas da professora Luzinete.

Vem 1984 e volto ao Diocesano e a encontro novamente. Desta vez como colega de profissão. Meu Deus! Agora, ensinar junto com a professora Luzinete. Assim eu tinha com quem continuar aprendendo. Lembro que me senti até perdido, entre aqueles que, dois anos depois, viria a dirigi-los. Luzinete, Álvaro, Carlos Guilherme, Fernando Souto, Maria José Miranda e tantos outros. Em seguida veio sua aposentadoria e nossa amizade permanece. As orientações dela, o cuidado com Monsenhor Adelmar, o carinho com o seu Ginásio,  seu amor pela capela, seus escritos belíssimos e as visitas que sempre me fazia.


Hoje posso dizer com muita alegria, passaram-se 42 anos daquele dia e hoje quando encontro a professora Luzinete, a vejo com os olhos do meu pai, Antônio Fernandes, que sempre dizia, e agora eu repito: mulher bonita, culta e de um conhecimento ímpar. Parabéns, professora Luzinete, ter sido seu aluno me deixa feliz, ter sido seu colega de trabalho me emociona, ser seu amigo me dignifica. Com toda a ousadia que nunca tive, nessa data receba dois beijos: um do meu pai e outro meu.

*O professor Albérico pronunciou essas palavras no Mosteiro de São Bento, quando foram comemorados os 90 anos de Luzinette Laporte.

Postado por:Alberico Fernandes

domingo, 19 de novembro de 2017

Quem é Alexandre Santos?

Nascido e educado em Pernambuco, Alexandre Santos teve formação escolar no antigo Colégio Marista do Recife. Depois de graduar-se em engenharia civil pela Universidade Federal de Pernambuco, cumpriu os cursos de especialização em Transportes Urbanos e Trânsito na Universidade Federal do Ceará e de mestrado em Engenharia da Produção e em Gestão Pública para o Desenvolvimento do Nordeste na UFPE.

Iniciou a atividade profissional como engenheiro no Departamento Nacional de Trânsito do Ministério da Justiça, tendo, em seguida, se transferido para a prefeitura do Recife, onde exerceu diversos cargos, inclusive o de secretário-adjunto de Transportes e Obras.

Foi agraciado com a inclusão em confrarias importantes como a Ordem do Mérito Literário 'Jorge de Albuquerque Coelho', Ordem do Mérito Capibaribe, Ordem do Mérito 'Manoel Antônio de Moraes Rego', quadro de Membros Honoráveis do Colégio de Engenharia de Venezuela e quadro de agraciados com a Comenda Padre João Ribeiro.
Entre outras comendas e prêmios, Alexandre Santos recebeu a Medalha do Sesquicentenário do Gabinete Português de Leitura de Pernambuco, o Prêmio ‘Vânia Souto Carvalho’ instituído pela Academia Pernambucana de Letras para agraciar o melhor romance no concurso nacional de 2006, com o livro 'O moinho', vários Votos de Aplauso da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco e diploma de ‘Serviço Relevante Prestado à Nação’ do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).

Além de engenheiro da Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife, Alexandre Santos é editor-geral do informativo ‘A Voz do Escritor’, membro do Conselho Editorial da Revista Algomais, do Conselho Consultivo da Revista Nova Águia (Lisboa, Portugal) e do Conselho Editorial da Revista Archiépelago (Cidade do México, México). Como produtor cultural, Alexandre Santos planejou, fez a curadoria geral e realizou o Congresso Mundial de Engenheiros Escritores e as edições 2013 e 2014 da Festa Literária Internacional do Ipojuca (FLIPO).

Atualmente, Alexandre Santos preside entidades importantes como o Clube de Engenharia de Pernambuco, a Associação Brasileira de Engenheiros Escritores e a União Brasileira dos Escritores.

De formação solidarista, Alexandre Santos integrou o grupo que criou o Partido do Solidarismo Libertador e o Partido Solidarista Nacional. Esteve entre os fundadores do PSOL em Pernambuco, tendo sido membro da Executiva Estadual, onde ocupou a vice-presidência estadual do partido e a presidência comissão executiva municipal no Recife.

Entre os inúmeros ensaios publicados, destacam-se A Inflação Desmistificada, O Fantasma da Dívida, A Propriedade dos Meios Naturais de Produção, Os Conceitos de Economia, Fortalecimento da Economia de Base Local, O pregão e seus reflexos na economia dos estados da federação.

Os livros já publicados por Alexandre Santos são Os retirantes, A inevitável primavera, Teoria do Valor, a série de cursos básicos - Matemática Financeira; Administração de Materiais e Avaliação financeira dos Projetos de Investimento – Economia & Poder, Solidarismo: o Brasil para todos, Subsidiariedade Econômica: A opção decisiva, Em debate, O elo fundamental (O desenvolvimento integrado dos campos), Crise - o fim do ciclo liberal, O direito ao trabalho remunerado, O debate continua, A administração de pequenas empresas em tempos de crise, A face oculta do mercado, O moinho, publicado em Cuba sob o título El molino, O ato de produção, O attache, Bastidores & Camarins, G’Dausbbah, Uma abordagem da Economia de Comunhão como estratégia para o desenvolvimento local, Um livro de contos, Maldição e fé, Raízes, Dossiê de Gustaff e O livro dos livros.


           Postado por:Jose Renato Siqueira